HAPPY VALENTINE´S DAY

Existem várias histórias entrelaçadas sobre a génese do Dia de S. Valentim. Mas hoje escolhemos contar só uma.

A civilização vivia sob o domínio do imperador Cláudio II – que gozou do poder de 268 a 270 -, o castrador do casamento por considerar que homens solteiros gerariam melhores soldados. Eis que, qual Oskar Schindler de sandálias gladiadoras, chegou o bispo Valentim pronto a, clandestinamente, celebrar esse ato religioso símbolo máximo do amor.

Até que foi descoberto, encarcerado, condenado ao fim da vida. Mas os casais sensibilizados, de coração nas mãos e na boca e nos olhos, de paixão no peito e loucura na voz, entoaram os gritos em cartas de reverência e, ultrapassando as paredes das masmorras, fizeram sentir ao bispo que estavam a seu lado na luta a favor do Cupido. Enquanto esperava pelo derradeiro cumprimento da pena, Valentim apaixonou-se pela filha invisual – será que é por isso que se diz que o amor é cego? – do carcereiro e, mesmo antes de ser executado, a 14 de fevereiro, ergueu um milagre e devolveu-lhe a visão, não sem antes lhe escrever um bilhete de despedida – em braille? – que assinou como “do seu Valentim”.

A estória é indubitavelmente bonita, dificilmente verídica. Ao contrário das reais histórias de amor: difíceis, trágicas, duras, cruas. Mas ardentes, carnais, viscerais, libertadoras, fulminantes, mutáveis, irrecusáveis. É assim, o amor. Lixado e estranho, estúpido e insano, sereno e reconfortante. E tudo. O tudo nunca é pouco.

Irina Chitas

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There are several interwoven stories on Valentine’s Day’s genesis . But today we chose to tell only one.

Civilization lived under the rule of Emperor Claudius II – who enjoyed the power from 268 to 270 – the wedding castrator that considered that single men would generate better soldiers. But behold,, just like an Oskar Schindler with gladiator sandals, arrived bishop Valentine, ready to clandestinely celebrate this religious act, the highest symbol of love.

Until he was found, imprisoned, condemned his life’s end. But sensitized couples with their hearts in hands and mouth and eyes , passion in their chests and madness in their voices, sang the screams in letters of reverence and, going beyond the walls of the dungeons, made the bishop feel they were on his side on fight for Cupid’s ideals. While waiting for final execution of the sentence, Valentine fell in love with the blind daughter – is it why it is said that love is blind? – of his jailer and even before he was executed, on February 14th, raised a miracle and returned her vision, not before he wrote a farewell note – in braille ? – that was signed ” your Valentine ” .

The story is undoubtedly beautiful, hardly true. Unlike real love stories: difficult, tragic, hard, raw . But burning, carnal, visceral, liberating, changing , irrefutable. Thus, is love. Fucked up and strange, stupid and insane, serene and comforting. And whole. The whole is never little.

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