O QUE ESPERAR PARA 2015

Irina Chitas

2014 trouxe-nos o normcore. O básico. O alento do conforto. Mas a Moda cansa-se rápido, e está na altura de mudar.

Parece que deixou de haver espaço para sonhadores, para excêntricos, para loucos desvairados. De repente, a crise económica ditaram que tudo tem de ser usável e adaptável e reciclável. Não se podem pisar calos. Não se podem ferir susceptibilidades. Sem perceber, a indústria matou a liberdade de expressão. O perfeito minimalismo de Raf Simons na Dior. O impecável corte de Alexander Wang na Balenciaga. As grandes casas fogem da exuberância e transformam o conceptual num novo pronto-a-vestir de luxo.

Há quem bata o pé. Que queira de volta a magnificência. O (imperdoável) John Galliano regressou aos palcos com uma interpretação da Maison Martin Margiela que tropeça nas convenções e envia para a passerelle esculturas cosidas a sentido de humor. Ama-se ou odeia-se. Abraça-se ou nega-se.

Mas é polémico, põe o dedo na ferida, provoca burburinho. E impõe a questão: terão estes génios da estroinice sido afastados, em tempos, por um movimento imposto pela indústria, em prol do fator usabilidade? Ou será este apenas mais um caso de seleção natural, ditado pelo consumidor? E, se for, será que há mesmo espaço para um retorno do fantástico?

Irina Chitas

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2014 brought us normcore. The basics. The breath of comfort. But Fashion gets tired fast, and it’s time to change .

It seems that there was no longer room for dreamers, for eccentrics, for frantic crazy. Suddenly, the economic crisis dictated that all must be usable and adaptable and recyclable. You can not step on toes. You can not hurt susceptibilities. Without realizing it, the industry killed the freedom of expression. The perfect minimalism of Raf Simons at Dior. The clean cut of Alexander Wang in Balenciaga. The big players were fleeing exuberance and transforming conceptuality into a new ready-to -wear .

But some raise their voices . Those who want magnificence back. The (unforgivable) John Galliano returned to the stage with an interpretation of Maison Martin Margiela who stumbles in the conventions and sends to the catwalk sculptures stitched of sense of humor. You love it or you hate it. You embrace it it or you deny it .

But it is controversial, puts a finger in the wound, causes buzz. And imposes the question: have these flamboyant geniuses been removed by the industry’s imposed movements, for the sake of the usability factor? Or is this just another case of natural selection, dictated by the consumer? And if so, is there even room for a return of the fantastic ?

Irina Chitas

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