O FEMINISMO ESTÁ NA MODA?

Parece estar a ser metodicamente falado, analisado, escrutinado. Pelo (fabuloso!) discurso de Emma Watson que convida todos os homens a participar na causa #heforshe; pelo desfile para a primavera 2015 da Chanel, em que Karl Lagerfeld lançou as reivindicativas modelos por uma passerelle revolucionária; pelo anúncio ao Nº5 da mesma marca que, de forma falhada, tentava inverter o cliché de uma história de amor e colocava Gisele Bündchen na mó de cima.

 

Mas Miuccia Prada já o havia feito na primavera 2014 e, nos últimos anos, e já para não falar em desfiles, as publicações da indústria têm visto referências feministas como nunca antes. Porquê? Para desmistificar? O conceito enterrou-se numa multiplicidade de significados (tantos deles envolvem o ódio ao homem) que, a páginas tantas, a verdadeira aceção perdeu-se. Esqueceu-se o motivo da luta para entrar em debates semânticos, em discussões hipócritas de rede social que tratam mulheres como objetos. Se a Moda, o cor-de-rosa ou as palavras de figuras públicas servem para alguma coisa – ainda que de forma frívola e prepotente – que seja para que a contenda não pare; para que a conversa se torne polémica e real e constante. Para que se faça alguma coisa – devagar, é certo, mas finalmente.

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